Tecnologia 5G: o que é mito e o que é verdade?
Depois das conexões 1G, 2G, 3G e 4G, chegou a 5ª geração da internet móvel. Essa nova geração desbloqueia todo um novo modo de conexão, que foi planejado para conectar virtualmente tudo e todos, incluindo máquinas, objetos e outros dispositivos. A tecnologia 5G foi projetada para fornecer mais velocidade, menos latência, mais confiabilidade, maior capacidade de rede, maior disponibilidade e uma experiência melhor para mais usuários.
No Brasil, o edital aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) levou o 5G primeiro às 26 capitais e ao Distrito Federal, a partir de 2022, e prevê a chegada a todas as cidades com mais de 30 mil habitantes até 2029.
Mesmo com a rede em expansão, ainda é comum que muitas dúvidas apareçam. Portanto, nesse post, você confere a resposta para algumas das principais perguntas sobre o assunto. Continue a leitura para descobrir!
A velocidade será mais alta?
Sim, e esse é um dos principais pontos do 5G. Com a internet 4G, o tempo de resposta quando você clica em uma imagem, por exemplo, é de aproximadamente 100 milisegundos. Com a conexão 5G, por outro lado, esse tempo de resposta cai para aproximadamente 1 milisegundo. Ou, quando você baixa um filme pela internet, o tempo cai de 35 minutos e 47 segundos com o 4G, para apenas 21 segundos com o 5G.
A velocidade média de uma rede da quarta geração é na faixa de 100 a 200 Mbps, mas com a nova tecnologia será possível atingir de 10 a 20 Gbps. Portanto, o desempenho superior e a eficiência aprimorada dessa nova tecnologia permitem novas experiências para o usuário e conecta novos setores, bem como estabelecem a base da Indústria 4.0.
Será o fim das fibras ópticas?
Como todas as redes móveis sem fio anteriores, o 5G também funcionará com sinais de rádio. Mas, isso pode levar as pessoas a acreditarem que essa nova tecnologia funcionará inteiramente em frequências de rádio. No entanto, este não é o caso. Isso porque o 5G dependerá fortemente de redes de fibra, devido aos muitos recursos da tecnologia da fibra óptica que ajudarão o 5G a manter as transmissões de dados mais rápidas e estáveis, com baixa latência e alta largura de banda. Ou seja, a implementação da quinta geração depende também da utilização de fibras ópticas, que continuará a ser uma ótima opção para a banda larga residencial.
Serão necessários novos aparelhos para suportar essa tecnologia?
Sim. Para usar o 5G é preciso um aparelho compatível com o novo padrão. A maior parte dos smartphones lançados nos últimos anos já é compatível, mas modelos mais antigos continuam apenas no 4G.
O novo padrão requer um novo dispositivo que pode atingir velocidades de download de 1 Gbps e, teoricamente, atingir um pico de 10 Gbps. Hoje há aparelhos compatíveis dos modelos mais simples aos mais avançados.
Faz mal à saúde?
Existem muitos boatos que circulam pela internet sobre os efeitos negativos do 5G na saúde humana e animal. No entanto, são apenas boatos falsos. Não existem indícios científicos de que a radiação não-ionizante possa causar danos, pois a frequência utilizada pelo 5G, apesar de ser mais alta que a do 4G, ainda está muito longe de fazer algum mal. Além disso, o nível de potência que as estações transmitem também é extremamente baixo. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já oficializou que os serviços de telefonia celular são seguros para a saúde.
A tecnologia 5G é segura?
Muitos pensam que, através do 5G, será possível espionar, rastrear ou acabar com a privacidade das pessoas. No entanto, o 5G foi projetado com uma metodologia chamada “Security by Design”. Isso significa que existem controles de segurança para lidar com muitas das ameaças enfrentadas nas redes móveis atuais. Esses controles incluem novos recursos de autenticação mútua, proteção aprimorada da identidade e mecanismos de segurança adicionais.
O 5G fornece medidas preventivas para limitar o impacto a ameaças conhecidas, mas a adoção de novas tecnologias de rede introduz novas ameaças potenciais para gerenciar. Dessa forma, essa nova rede oferece ao setor de telefonia móvel, por exemplo, uma oportunidade sem precedentes de elevar os níveis de segurança de rede e serviço.
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